A 5ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil será lançada nesta quinta-feira (7) pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), durante o café da manhã que acontecerá a partir das 9 horas no hotel Brasília Alvorada. São 22 marcas elaboradas com os cafés gourmet dos nove lotes vencedores do 5ª Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café. Trata-se de uma série limitada e rara que, em breve, estará nas gôndolas dos supermercados e lojas de diversos pontos do País, em embalagens sofisticadas, identificadas e controladas pelo selo numerado "Safra Premiada 2008".

As empresas campeãs desta edição especial foram a catarinense Café Guidalli, de Lages; as capixabas Café Campeão, de Cachoeiro de Itapemirim, e Café Vista Linda (marca Café Glória), de Vila Velha, e a Café Sobesa (marca Café Santés), de Santana, oeste da Bahia..

Reunidas no Consórcio Qualidade Brasil, elas adquiriram, em novembro passado, durante disputado leilão, pelo valor de R$2.470,00 a saca, o lote do produtor paulista Homero Teixeira de Macedo Junior, da Fazenda Recreio, de São Sebastião da Grama, região Mogiana. Foi o maior lance do pregão, o que conferiu ao cafeicultor o título de Campeão Nacional - Safra 2008. O lote de Homero Teixeira também conquistou o 1º lugar na categoria Café Cereja Descascado.

O concurso é realizado em duas categorias, que contemplam dois métodos de preparo dos grãos na fazenda: Café Natural, que é aquele feito com grãos secos nas árvores, que preservam a doçura na polpa, resultando em uma bebida rica em corpo e doce, com aroma e acidez equilibrada, e Café Cereja Descascado, processo de secagem do café sem a casca, mas com a mucilagem, que permite a obtenção de uma bebida que equilibra harmoniosamente corpo, aroma e acidez.

Edição Especial - Cafés Cereja Descascado - Além das três empresas campeãs, integram a 5ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil as seguintes marcas elaboradas com os cafés finalistas na Categoria Café Cereja Descascado: Café Excelsior, de Sorocaba, e Café Caiçara, de Jundiaí, ambas do Estado de São Paulo, e Café Número Um (marca da Buaiz S/A), de Vitória, no Espírito Santo, que arremataram o lote do produtor Carlos Sérgio Sanglard, da Fazenda Serra do Boné, de Araponga/MG. Café Toko, de Juiz de Fora/MG, produzido com os cafés cultivados no Sítio Santa Laura, em Cornélio Procópio/PR, do produtor Osvaldo Garcia. Café Itamaraty, de Rolândia/PR, que arrematou o lote do produtor Nelson Xavier Jones, da Fazenda Divino Espírito Santo, de Piatã/BA. Café Pelé (marca da Cia. Cacique), de São Paulo, produzido com o café do Sítio Lavrinhas, do cafeicultor Ivan Caliman, em Venda Nova do Imigrante/ES.

Edição Especial - Cafés Naturais - As empresas que adquiriram no leilão os lotes finalistas na categoria Café Natural, marcas que integram esta 5ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil foram: Café Damasco, de Curitiba/PR; Café Cajubá (marca da indústria Icatril), de Uberlândia/MG; Café Iguaporã, de Sete Quedas/MS e Café Astória Real (marca da indústria Café Toko), de Juiz de Fora/MG, elaborados com os cafés produzidos pelo cafeicultor Francisco Luiz da Costa, na Fazenda Santana, em Jacuí/MG. Café Meridional, de Campo Grande/MS; Café Manaus, de Manaus/AM); Vascafé, de Goiânia/GO, e Café Canecão, de Campinas/SP, que arremataram o lote do cafeicultor Anésio Contine, do Sítio Ravello, de Espírito Santo do Pinhal/SP. Café Bom Dia, de Varginha/MG, e Rover (marca da indústria Café Floresta), de Santos/SP, elaborados com o lote produzido por João Ferreira dos Santos Neto na Chácara Kitagawa, em Apucarana/PR. Octávio Café (marca da indústria Sol Panamby), de Pedregulho/SP, e Café Livramento do Brumado (marca da JR Ltda.), de Brumado/BA, que adquiriram o lote do produtor Clóvis Sampaio Chagas, da Fazenda Lamarão, de Vitória da Conquista/BA.

A Abic também participa, institucionalmente, desta Edição Especial. A entidade adquiriu em conjunto com a Café Bom Dia e a Rover, o lote de café da Chácara Kitagawa, de Apucarana, no Paraná.

O melhor do melhor - O concurso, criado em 2004, seguido da Edição Especial, lançada em 2005, foram instituídos com o objetivo de homenagear, de um lado, os cafeicultores que investem na qualidade da sua produção e, de outro, os consumidores brasileiros, que têm à sua disposição os melhores cafés gourmet do País. "Queríamos estimular e difundir o conceito de cafés de alta qualidade e de produtos diferenciados. E foi exatamente isso o que conseguimos", comemora o presidente da Abic, Almir José da Silva Filho.

O consumo de café gourmet, que até o início desta década praticamente inexistia, vem crescendo em média 15% ao ano. Em 2008, da demanda total de café torrado e moído (17,66 milhões de sacas), os gourmets representaram 4% (690 mil sacas). Pode parecer pequeno o volume, mas em valor representa entre 7% e 8% das vendas totais, que foram de R$ 6,5 bilhões.

O Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café é disputado exclusivamente pelos lotes vencedores dos certames estaduais realizados em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Bahia. É, portanto, a seleção dos melhores entre os melhores, visto que, dos estaduais, só participam os vencedores regionais. Essa a razão de tanta exclusividade. E cabe às torrefadoras a industrialização desses cafés especiais com todo o esmero, para garantir na xícara do consumidor brasileiro, o mesmo padrão de qualidade iniciado lá atrás, na lavoura. (Tempo de Comunicação, Abic)

 

Café Iguaporã - Sete Quedas - MS

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